A HISTÓRIA DO ÓRGÃO HAMMOND

"Cinqüenta anos de excelência musical"

Extraído de um panfleto sobre o 50º aniversário da Hammond Co.

(Tradução de THE HAMMOND STORY por A.C.G.Mataruna)

 

A história do órgão Hammond começou em um sótão sobre um armazém em Evanston, porque foi lá, muito antes que um órgão elétrico fosse contemplado, que a organização nasceu para se tornar fundadora e líder de uma indústria. Hoje, o nome Hammond é conhecido e respeitado ao redor do mundo. Durante os últimos 50 anso, os Órgãos Hammond têm sido vendidos através do mundo para to the tune... As histórias que eles podem contar preencheriam vários livros.

Quando revemos os últimos 50 anos e as grandes passadas que foram dadas pela companhia desde que o primeiro órgão Hammond foi inventado em 1934, o presidente Donald R. Sauvey e todo o seu staff olham adiante para ainda maiores realizações para a organização que deu início à industria do órgan. Com uma linha considerável de órgãos para clientes em potencial de quase todos os níveis econômicos e graus de habilidade musical, com uma organização comercial altamente seletiva, com equipes gerenciais de alto nível nas áreas de pesquisa, engenharia, manufatura e vendas, e com a capacidade financeira necessária para suportar o crescimento contínuo da organização, a Companhia de Órgãos Hammond olha confiantemente para o futuro em expansão da indústria de órgãos e para a sua liderança contínua nesta indústria.

Através dos anos, a companhia tem ampliado suas bases através de aquisições para fortalecer sua posição como uma companhia independente e como líder na indústria musical. As aquisições mais destacadas para a indústria foram as incorporações da Gibbs Manufacturing and Research Corporation e da Electro Music Company. Essas companhias foram combinadas com a família Hammond sob o nome de Accutronics para ser a indústria líder na manufatura e distribuição de unidades de reverberação e de alto-falantes Leslie®.

Laurens Hammond, o inventor do órgão Hammond e fundador da companhia que usa o seu nome, nasceu em 11 de janeiro de 1895, em Evanston, Illinois. Naquele mesmo ano, um cavalheiro em Hamburgo, Alemanha, inventou um relógio elétrico movido por um motor síncrono que guardava o tempo pela operação em fase com a corrente alternada oriunda de uma casa de força. Aqueles dois eventos tão diferentes em dois lugares tão distantes um do outro, pôde mesmo assim convergir em uma história é ... mas uma outra confirmação do velho clichê de que a verdade é mais estranha do que a ficção.

Laurens Hammond estava atrasado para inventar o relógio elétrico síncrono, cujo motor se tornaria uma parte essencial do seu órgão elétrico. E ele estava para descobrir, juntamente com todos os seus relógios competidores, que sua patente tinha sido trocada desde o dia que ele nasceu, por um desconhecido artífice naquele ano em Hamburgo.

A mãe do jovem Hammond encorajou muito a Laurens e às suas três irmãs em sua criatividade. Ela levou seus filhos para a Europa em 1898, após a morte de seu marido, para perseguir uma carreira com uma pintora profissional. Enquanto vivia em Paris, debaixo de seu encorajamento, Laurens, com 14 de idade, patenteou seu plano para uma transmissão automática de automóvel e o apresentou para a Renault Motor Car Company. Embora sua idéia tenha sido rejeitada (O ano de 1909 ainda era muito cedo para uma tal idéia), o seu sonho de se tornar um inventor não foi amortecido.

Laurens Hammond sempre sustentou que ele não poderia entoar uma melodia ou tocar um instrumento, mas ele foi exposto à música desde o começo de sua vida enquanto estava em Dresden e novamente mais tarde quando estava servindo como um sacristão na igreja episcopal de São Lucas, em Evanston, depois de ter retornado ao lar em 1909.

Engenharia, ciência e invenção foram seus sonhos e ele tinha somente 16 anos quando obteve uma patente de um barômetro aperfeiçoado que poderia vender por um dólar, que ainda era sensível para medir a pressão do ar acima do nível do mar e que isto pôde registrar a diferença em altitude desde o chão até o topo da sua escrivaninha. Enquanto sua invenção não encontrava mercado imediato, isto lhe trouxe US$300.00 e ensinou a lição de uma invenção sozinha não é suficiente - ela precisa de um mercado de compradores.

Hammond foi para a faculdade, matriculando-se em engenharia mecânica da Cornell University. Seus interesses eram tão amplos e seu talento tão evidente que fez um exame antecipado, por engano, em engenharia elétrica, sendo aprovado.

No verão de 1914 caiu sobre a maior parte do mundo a guerra mais sangrenta que história conheceu. O curso dos fatos para nações e homens trouxe mudanças além das especulações a respeito do que poderia ter sido. Mas quando da eclosão da Primeira Guerra Mundial, Laurens Hammond poderia ter continuado em seu trabalho na McCord Radiator Company, em Detroit, para onde ele tinha ido após sua graduaçõ em Cornell. Ao invés disso, ele foi para a França com o exército, retornando após o armistício para um período de dois anos como empregado como engenheiro chefe na Gray Motor Company, em Detroit, Michigan, uma fábrica de máquinas marítimas.

As interrupções causadas pela guerra, entretanto, não diminuíram seu interesse em consertar, projetar e inventar. Perturbado pela forte batida dos relógios acionados por corda, em 1920 ele inventou um relógio sem tique-taque no qual o motor ruidoso foi colocado numa caixa a prova de som. Comerciallizado pela Ansonia Clock Company, ele permitiu que ganhasse dinheiro suficiente para erguê-lo no mundo dos negócios como um inventor e dirigir sua mente para o caminho do mundo dos relógios e da especulação de como a eletricidade poderia atuar sobre esta tarefa corriqueira mas de precisão.

O órgão Hammond talvez teve seu remoto início três anos depois da guerra quando Hammond alugou um sótão na cidade de Nova Iorque e montou o seu próprio laboratório. Lá ele desenvolveu seu famoso motor síncrono que girava em fase com a corrente alternada de 60 ciclos de uma casa de força, que se tornou padrão.

No ano seguinte, 1922, o pequeno mas eficiente motor tornou-se elemento essencial dos primeiros três cinemas dimensionais. Hammond filmou cenas com duas câmaras fixadas numa distância igual à que separa os olhos humanos. Quando projetadas na tela, as imagens superpostas eram vistas como uma só imagem, em 3-D através de um dispositivo propulsionado por motor com um obturador giratório que expunha alternadamente a cena para um olho e depois para o outro. O sistema foi vendido para o Selwyn Theater na cidade de Nova Iorque, através da Teleview Corporation. A receptividade foi entusiástica pelas entrevistas e crítica, mas o empreendimento entrou em colapso em trinta dias por falta de apoio contínuo por parte da indústria do cinema e do público. Ele então fez o sistema mais econômico pela simplificação do dispositivo de visão em um par de óculos de cartão que tinha um lado vermelho e o outro verde. Esta foi sua versão 3-D que foi revivida por um curto espaço de tempo na década de 1930, na de 1950 e uma vez novamente nos anos de 1980. Em 1922 isso foi usado em efeitos espetaculares de palco no Ziegfeld Follies e em 1983 foi uma vez novamente usados para mostrar o realismo de "Tubarão III". Os rendimentos auferidos através da invenção usada no Ziegfeld Follies permitiram que Hammond e sua jovem esposa, recém-casados, fizessem uma viagem de turismo pela Europa. Por volta de 1925, os rendimentos cessaram e a possibilidade de se tornar pai criou a necessidade de encontrar trabalho. Após diversas invenções sem sucesso, Hammond e E.F. Andrews, da Andrews Radio Company, fundaram o Andrews-Hammond Laboratory.

Pensando acerca de rádio, eles procuraram alguma maneira de operar aqueles receptores alimentados a bateria, existentes nos primórdios, com corrente alternada existente nas residências. A solução foi a "Caixa -A", que transformava a corrente alternada em corrente contínua. A invenção entrou logo em produção em seu pequeno laboratório sobre um armazém em Evanston, Illinois. Em 1926, a equipe orientada para a pesquisa, de Hammond e Andrews, contrataram um homem de vendas - Emory Penny. Também foi recrutado neste período um homem de negócios cujas habilidades organizacional e administrativa se comprovaram de inestimável valor para as empresas de Hammond - Forrest H. Redmond.

Redmond com vice-presidente e Penny como gerente de vendas da A-Box Company logo demonstraram a habilidade para os negócios que fariam da Hammond Organ uma líder na indústria. A habilidade fenomenal para vendas de Penny gerou lucros de US$175,000.00, até que mais uma vez, o que parecia inevitável aconteceu: a indústria de receptores de rádio começou a fabricá-los com possibilidade de ser ligado diretamente às tomadas elétricas das residências. Em 1928, George H. Stephens tornou-se engenheiro chefe de Hammond, estabelecendo a reputação de qualidade inigualável para todos os seus produtos através dos anos. Ele era diretamente responsável pelo projeto final de produção de todos os produtos Hammond, desde relógios e tabelas de ponte elétricas, até órgãos elétricos e dispositivos de controle para aviões na Segunda Guerra Mundial. Como resultado deste conjunto de talentos aliado a muitas horas de laboratório, ele viu a perfeição do relógio elétrico usando idéias do relógio sem tique-taque, à prova de som de Hammond e de seu motor síncrono. Em 1928, a Hammond Clock Company foi incorporada de acordo com as leis do estado de Illinois, tendo Redmond como gerente geral e Penny como gerente de vendas. A fábrica ainda se situava num sótão sobre um armazém de Evanston. A sorte de Hammond finalmente começaram a alçar vôo a despeito da competição ser forte. A Hammond Clock Company apresentou um lucro de US$507,720.00 (lembrar que naquele tempo, os impostos federais somaram somente US$69,627.00)! A única dificuldade com a Hammond Clock foi causada pelo desinteresse das companhias de eletricidade em manter a corrente produzida em 60 ciclos. A solução engenhosa foi a de que todos os vendedores da Hammond dessem relógios elétricos a cada engenheiro de utilidades elétricas que estive no controle da freqüência da corrente produzida. Assim, para ter certeza de que seu próprio relógio operaria perfeitamente em sua casa, o engenheiro iria fiscalizar constantemente a energia gerada na casa de força sob sua responsabilidade.

A companhia estava prosperando em 1930 quando as nuvens da Grande Depressão pareciam se aproximar. A fábrica tinha sido transferida de Evanston para uma instalação na Avenida Ravenswood, em Chicago e mais tarde para um edifício de tijolos com cinco pavimentos no número 2915 da Avenida North Western. O mercado de relógios elétricos estava tão saturado e a população da América estava tão pobre que a competição recebeu várias denominações e as empresas menores caíram. Cento e cinquenta companhias de relógio saíram do negócio em 1932 e desfizeram-se o seu estoque remanescente por qualquer preço que pudessem obter.. A Hammond Clock Company tremeu até os seus alicercer financeiros. A Wrigley Chewing Gum ajudou um pouco usando meio milhão dos 89 por cento dos Relógios Hammond plásticos como brindes, mas ainda o efeito sobre a tesouraria da Hammond foi insignificante. A companhia foi possivelme salva da cova da bancarrota pelo vendedor chefe de relógios, William Hetznecker. Ele obteve um adiantamenteo de US$75,000.00 de uma encomenda de tamanho considerável da Postal Telegraph Company, para a produção de grandes relógios com mostradores com 12 a 15 polegadas que são ainda frequentemente vistos indicando o tempo com precisão em muitos locais de trabalho através do país. Por volta do verão de 1931, os bancos estava enfraquecendo, milhões de trabalhadores ficavam desempregados e a nação estava literalmente em estado de desespero. Naquela primavera, Stanley M. Sorensen graduou-se pela Schurz High School em Chicago. Ele tinha interesse de abraçar a carreira de contador, mas sentiu-se feliz em encontrar um trabalho de mensageiro na Hammond Colck Company para recerber oito dólares por semana. Em 1955, Sorensen tornou-se presidente da Hammond Organ.

A companhia de Laurens Hammond aperfeiçoou um dispositivo que embaralhava um maço de cartas de jogar em quatro pilhas e começou a construir esse mecanismo numa mesa de bridge. A mesa de bridge foi patenteada em novembro de 1932 e 14.000 delas foram produzidas e vendidas na época do Natal pelo preço de US$25.00, devido a alta depressão. A linha de produção foi paralizada, primariamente porque a renda nacional tinha caido para 60 % dos níveis registrados em 1929. Laurens Hammond era um leitor ávido e agudo com uma memória extraordinária. Indubitavelmente, por volta de 1933, Hammond teve um conhecimento pela leitura com os desenvolvimentos na produção elétrica e eletrônica de sons musicais. O ponto exato no qual uma nova idéia é concebida é geralmente difícil, se não for impossível, de localizar. O fato de que Laurens Hammond tenha mudado sua mente não musical para a invenção de música elétrica, entretanto, é geralmente considerado como resultado de sua busca por produtos que pudessem usar o seu motor síncrono.

O som constante de um fonógrafo que partia da sala de teste existente no quarto pavimento, mais os sons elétricos estranhos que guinchavam do laboratório de Hammond no terceiro andar da fábrica da Western Avenue, fizeram o edifício literalmente tremer algumas vezes. Ninguém que não fosse um musicista treinado poderia filtrar uma simpes nota de uma quantidade tão vasta de sons musicais. Um musicista pôde. Ele era William L. Lahey, tesoureiro assistente, e também organista na St. Christopher's Episcopal Church, em Oak Park, no subúrbio de Chicago. Ao fim de um dia particular de demolir os ouvidos, Hammond se aproximou de Lahey. "Bill," chamou, "você ouviu algum som incomumente distinto hoje?" Lahey disse que tinha notado algo como som de flauta. "Bem, " replicou Hammond, "Eu fiz uma flauta eletrica." Aquela nota com som de flauta, que era o ponto de base do primeiro solo de órgão de tubos ocorrido a mais de 400 anos no passado, tornou-se a gênesis do órgão elétrico.

O coração do aparato musical ouvido a partir do laboratório situado no terceiro andar era um gerador de tom de roda (tone wheel generator). Com o tamanho de um dólar de prata, a roda era feita com uma borda periférica modelada com corcovas protuberantes ou arredondadas, projeções em forma de dentes de engrenagem que revolviam em frente de um eletromagneto.

E isto funcionou? Enrolando-se um fio ao redor do magneto ele se tornava apto de captar a corrente flutuante induzida, indo alimentar um amplificador de rádio. Assim aquela pequena corrente era elevada até um nível que pudesse fazer atuar um alto-falante e movimentar o ar em uma sala de forma que o ouvido humano pudesse captar as ondas sonoras.

Ele tinha gerado eletricidade justamente como muitos, antes dele, tinham feito, mas ele tinha descoberto como provocar exatamente aquelas formas de onda elétricas que poderiam ser convertidas em notas musicais. E o aparato básico era tão simples como uma roda dentada girando num eixo movido por um motor síncrono. Todavia, uma simples nota pura da escala musical, ou ainda todas as notas, não poderiam produzir os sons multi ondas que são a essência da música.

Um grupo de engenheiros foi reunido para ajudar na tarefa aparentemente impossível de imitar os sons de um órgão de tubos. Em certa ocasião houve uma reunião de suficientes geradores de tom de roda, interruptores e fiação para abastecer uma loja.

Este aparato produziu música de uma certa espécie mas ele dificilmente atendeu às especificações de Hammond de ser um instrumento relativamente inexpensivo, de construção simple, fácil de ser cuidado e que, esperava-se, fosse de um tamanho suficientemente pequeno que permitisse o seu transporte no banco de trás de um taxi.

Após desmontar um piano de segunda mão, Laurens Hammond salvou apenas o teclado, ao qual ele adicionou simples interruptores conectando cada tecla aos dois fios levavam, através da sala, a um labirinto de circuitos. Esse labirinto de circuitos, por si mesmo, levavam até a próxima descoberta a qual por sua vez levavam essa grande invenção para teorias progressivas. Quando os fios foram pendurados juntos e conectados a uma tecla do piano, um novo som era produzido? Um tom misturado com o outro para produzir uma terça ou uma forma de onda mais complexa. Um outro som do gerador foi adicionado, depois um outro, até isto mostrar exatamente que a combinação das conexões dos fios certos puderiam formar milhões de tons a partir de um limitado número de rodas geradoras.

Todos os dias de trabalho foram intensos e longos no restante de 1933 e em 1934. Após meses de experimentações laboriosas, Hammond e seus ajudantes concluíram que 91 rodas detom de diferentes formas eram suficientes para produzir todos os sons requeridos para as combinações mais prazerosas e familiares ao ouvido humano. Foi necessário que as rodas de tom girassem a velocidades diferentes, e um sistema de engrenagens precisamente acurado teve de ser desenvolvido para transmitir a potência de um simples eixo para cada roda. O motor síncrono de Hammondo, que tinha a potência de apenas 0,01 HP, mantever o eixo girando a uma velocidade constante. Somente quando uma tecla era acionada uma série de interruptores se fechariam e enviariam uma combinação sons das das rodas de tom, para o amplificador e que chegariam ao alto-falante. Por exemplo, o som oriundo da roda cujos dentes passassem pelo respectivo magneto a uma razão de 440 por segundo, produziam a nota padrão internacional, "lá". Notas de ondas simples, puras, ou fundamentais, produzem música reconhecível e aceitável. Entretanto, como as relativamente puras notas de uma flauta, tal música pode se tornar monótona e estridente, a menos que suavizadas ou coloridas por outros sons tais como o do violino com seus muitos harmônicos. Os construtores do primeiro Órgão Hammond souberam que eles teriam de fazer com que outros sons, acima e abaixo da fundamental, estivessem disponíveis para o instrumentista. E eles souberam que o volume ou intensidade de cada tom teria de ser controlado. A solução foi encontrada numa complexidade de 1.500 pequenos interruptores com pontos de contato de longa duração feito de paladio e oito milhas e meia de fio, alguns tão finos quanto o cabelo humano. Cada tecla da manual atuaria sobre nove interruptores. Cada interruptor estava conectado a diferentes barras deslizantes situadas sobre o teclado. Foram unicamente essas barras deslizantes do Hammond que permitiram ao seu executante misturar tons fundamentais com sobretons e controlar o volume de cada um desses ingredientes numa mistura musical de sons. Agora chamadas de "Tone-bar®", elas podem ser ajustadas para produzir milhões de diferentes sons.

O teste do primeiro modelo protótipo começou em 1933 quando Lahey veio do seu escritório da divisão de tesouraria, puxou um banco e tocou a Primeira Simfonia de Brahms. Logo, dois datilógrafos que eram organistas foram empregados para, em turnos, executar o instrumento hora após hora, dia após dia. As notícias da miraculosa invenção vazaram e visitantes de diversas partes do mundo entraram na fábrica Hammond da Western Avenue para ouvir com admiração. Quando o inverno chegou, todos os esforços foram focalizados no aperfeiçoamento do mecanismo do gerador de tom, dos circuitos, do transformador que misturava os tons, do amplificador e do alto-falante que produziam os sons musicais. A falta de sorte pareceu uma vez mais que lançaria sua sombra sobre Laurens Hammond. A projeção da tesouraria indicava que a companhia poderia perder quase um quarto de milhão de dólares no ano fiscal de 1933. Por volta de janeiro de 1934, o tempo para uma ação não poderia ser dilatado. Laurens Hammond embalou o órgão protótipo e levou-o diretamente para os escritório de patentes dos Estados Unidos, em Washington, D.C. Lá ele foi instalado no primeiro andar do edifício. Os oficiais do escritório de patentes foram mais atenciosos do que usualmente eram. Eles sabiam das muitas tentativas prévias de se construir um órgão elétrico e estavam interessados em fazer o máximo para empurrar para produção qualquer produto que pudesse dar o menor vislumbre possível de gerar emprego para os trabalhadores. Quando o organista começou a tocar, os ricos tons filtrados pelo edifício atraíram uma multidão de empregados dos andares superiores. Não foi difícil predizer que a originalidade e o valor da invenção de Hammond conduziriam para uma rápida aprovação. A patente foi concedida, em um tempo quase record, em 24 de abril de 1934.


A tradução ainda não acabou. À medida que novos parágrafos forem ficando prontos, atualizaremos o nosso site.

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